terça-feira, 29 de setembro de 2015

Koproski fecha trilogia de traduções de Bukowski POESIA
Nova antologia reúne meio século de poemas de Bukowski
Escritor e poeta Fernando Koproski traduziu e organizou terceiro volume com a obra do velho safado
·         28/09/2015
·         14h19
 Sandro Moser

A editora carioca 7 Letras lançou uma nova antologia de poemas de Charles Bukowski (1920-1994): Maldito Deus Arrancando Esses Poemas de Minha Cabeça. O livro é organizado pelo escritor e tradutor Fernando Koproski a partir a partir de diversas obras do “velho safado” , desde alguns dos primeiros poemas de Buk publicados no livro Burning in Water, Drowning in Flame: Selected Poems 1955–1973 (1974) até a obra póstuma The Continual Condition (2009). Este é o terceiro volume da poesia de Bukowski traduzido por Koproski e lançado pela 7 Letras: em 2005 saiu Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém (2005) e em 2012, Amor é tudo que nós dissemos que não era.

Serviço:
Maldito Deus Arrancando Esses Poemas de Minha Cabeça
Charles Bukowski, tradução Fernando Koproski, 7 Letras, 300 p, R$ 53.
MALDITO DEUS ARRANCANDO ESSES POEMAS DE MINHA CABEÇA (7Letras, 2015)
http://www.livrariascuritiba.com.br/maldito-deus-arrancando-esses-poemas-de-minha-cabeca-aut-paranaense-lv386681/p
ESSA LOUCURA ROUBADA QUE NÃO DESEJO A NINGUÉM A NÃO SER A MIM MESMO AMÉM
http://www.livrariascuritiba.com.br/essa-loucura-roubada-que-nao-desejo-a-ninguem-a-nao-ser-a-mim-mesmo-amem-7-letras-lv314866/p
AMOR É TUDO QUE NÓS DISSEMOS QUE NÃO ERA
http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-dissemos-que-nao-era-autores-lv314864/p

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Ainda sinto a loucura avançando com pressa dentro de mim, mas ainda não despejei a palavra do jeito que eu queria, o tigre ainda está em cima de mim. Vou morrer com esse filho da puta nas costas, mas fiz ele lutar. E se houver alguém lá fora que seja louco o bastante pra querer ser escritor, eu diria vá em frente, cuspa no olho do sol, bata nessas teclas, essa é a melhor loucura em curso, os séculos precisam de ajuda, a espécie implora por luz e aposta e risada. Dê isso a eles. Há palavras o bastante para todos nós.

fragmento do poema “Minha loucura” de Charles Bukowski
tradução: Fernando Koproski
do livro MALDITO DEUS ARRANCANDO ESSES POEMAS DE MINHA CABEÇA (7Letras, 2015)
http://www.livrariascuritiba.com.br/maldito-deus-arrancando-esses-poemas-de-minha-cabeca-aut-paranaense-lv386681/p
ESSA LOUCURA ROUBADA QUE NÃO DESEJO A NINGUÉM A NÃO SER A MIM MESMO AMÉM
http://www.livrariascuritiba.com.br/essa-loucura-roubada-que-nao-desejo-a-ninguem-a-nao-ser-a-mim-mesmo-amem-7-letras-lv314866/p
AMOR É TUDO QUE NÓS DISSEMOS QUE NÃO ERA
http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-dissemos-que-nao-era-autores-lv314864/p

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

E o aniversariante do dia é Leonard Cohen, que hoje faz 81 anos! Tive o prazer de organizar, selecionar e traduzir os poemas da Antologia Poética ATRÁS DAS LINHAS INIMIGAS DE MEU AMOR (7Letras) http://www.livrariascuritiba.com.br/atras-das-linhas-inimigas-de-meu-amor-aut-parana-lv220048/p que foi o primeiro livro publicado no Brasil desse grande poeta-músico-compositor-romancista canadense. E aqui, um poema desse livro pra homenagem os seus 81!

NAS MINHAS MÃOS

Nas minhas mãos
seus seios pequenos
são essas barriguinhas pra cima
dos arfantes pardais caídos ao chão.

Onde quer que você passe
Ouço o som de asas fechando
de asas caindo.

Estou sem fala
porque você caiu ao meu lado
porque seus cílios
são as vértebras de pequeninos e frágeis animais.

Receio o momento
em que seus lábios
comecem a me chamar de caçador.

Quando você me chamar pertinho
para dizer
que seu corpo não é bonito
Quero intimar
os olhos e os lábios ocultos
de pedra e luz e água
para testemunhar contra você.

Quero que eles
libertem
de seus cofres mais secretos
a trêmula rima de seu rosto.

Quando você me chamar pertinho
para dizer
que seu corpo não é bonito
Quero que meu corpo e minhas mãos
se tornem piscinas
para você se mirar e sorrir.

Poema: Leonard Cohen
Tradução: Fernando Koproski
do livro “ATRÁS DAS LINHAS INIMIGAS DE MEU AMOR” (7 Letras)
http://www.livrariascuritiba.com.br/atras-das-linhas-inimigas-de-meu-amor-aut-parana-lv220048/p

domingo, 20 de setembro de 2015

É com alegria que vejo as minhas traduções do Leonard Cohen do livro ATRÁS DAS LINHAS INIMIGAS DE MEU AMOR http://www.livrariascuritiba.com.br/atras-das-linhas-inimigas-de-meu-amor-aut-parana-lv220048/p entorpecendo corações e mentes. 

No evento "Trovadores do Miocárdio" em SP, meu amigo Mario Bortolotto desempenhou muito bem na minha tradução "Fim de minha vida na arte". Confira o fim do poema abaixo... Agradecimentos ao Marião e ao organizador do evento Eduardo Beu, que utilizou as minhas traduções, e possibilitou a noite de música e poesia! 

Ps. abaixo o video e a fotinha do livro ATRÁS DAS LINHAS INIMIGAS DE MEU AMOR do Leonard Cohen com o texto utilizado...
https://www.facebook.com/ana.katia.925/videos/10153525253976826/

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

No Jornal Relevo desse mês uma bela crítica de Daniel Osiecki sobre minha trilogia "Um poeta deve morrer", composta pelos livros "Nunca seremos tão felizes como agora", "Retrato do artista quando primavera" e "Retrato do amor quando verão, outono e inverno" (todos pela Editora 7Letras)

http://issuu.com/jornalrelevo/docs/relevo_-_setembro_de_2015/c/scxttv2

terça-feira, 15 de setembro de 2015

E OS LINKS PARA OS 3 LIVROS ESTÃO AQUI:
http://www.livrariascuritiba.com.br/maldito-deus-arrancando-esses-poemas-de-minha-cabeca-aut-paranaense-lv386681/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/essa-loucura-roubada-que-nao-desejo-a-ninguem-a-nao-ser-a-mim-mesmo-amem-7-letras-lv314866/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-dissemos-que-nao-era-autores-lv314864/p

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Crítica: "Maldito deus arrancando esses poemas da minha cabeça", de Charles Bukowski


Publicado em em 11/09/2015 às 09:01:47 - Atualizado em 11/09/2015 às 09:18:15

Perfil de Jonatan Silva

Jonatan Silva é formado em Jornalismo e apaixonado por literatura e cinema. Escreve sobre o hábito neurótico e pouco ortodoxo de ler.

A poesia surgiu de repente para Bukowski (1920 - 1994) após ficar internado em um hospital, à beira da morte, em Los Angeles. Naquele tempo os excessos já lhe eram cotidianos e, reza a lenda, que depois de receber uma transfusão sanguínea sua percepção mudou e foi invadido por uma calmaria que jamais experimentado - e que não deve ter durado tanto assim. Entre o real e o abstrato, Bukowski se tornou um dos poetas norte-americanos mais influentes do pós-guerra.

No Brasil, ele é cult, revelador, uma espécie de guru da transgressão. A publicação de sua obra por aqui ainda é restrita e por isso coletâneas como Maldito deus arrancando esses poemas da minha cabeça (7Letras, 300 págs., R$ 53,00) são tão importantes. Organizado e traduzido pelo poeta curitibano Fernando Koproski, o livro - junto com Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém (2005) e Amor é tudo que nós dissemos que não era (2012) - fecha a trilogia do Velho Safado. "Era um sonho antigo", comentou Koproski, primeiro brasileiro a verter o canadense Leonard Cohen para o português.

Os poemas estão divididos em quatro partes: “Nossos olhos transaram”, “A Maldição”, “As Nossas vidas um buquê de sangue” e “O Súbito clarão da palavra” - cada uma dedicada a um tema, começando pelo sexo & mulheres, indo à metalinguagem, depois Buk nos dá uma pitada de sua ideia de isolamento & angústia para então fechar com a sua visão ácida de uma sociedade consumista e egoísta. Apesar da divisão, o livro pode ser aberto aleatoriamente, como um oráculo e qualquer poema pode ser lido sem que nenhuma ordem seja infringida.

Poeta do cotidiano

Nascido na Alemanha com o nome de Henrich Karl Bukowski, não demorou muito para que simplificasse sua própria identidade e passasse a ser chamado de Charles. Dispensando todas as pompas da literatura, Bukowski sempre foi um defensor do cotidiano – quanto mais comum, mais 'medíocre', mais poético. A prova dos nove está em “correio ardente”, “uma para o engraxate”, ou o libidinoso “a esposa fiel”.

As musas do Velho Buk são como ele: gente comum, do povo. De quando em quando, ele cria uma figura imaginária, uma paixão que só existe sob seus próprios olhos. “poema para Brigitte Bardot” é uma homenagem sem resposta, muda; já “de vez em quando” é endereçado a uma mulher anônima que passou pelo poeta em uma rua. Não há rodeio, tudo é muito direto, conciso e sem concessões.

O tradutor deve viver

Koproski é um artesão da palavra e, sem dúvida, responsável por colocar parte dos poemas de Bukowski ao alcance do leitor brasileiro. Desde seu primeiro lançamento como tradutor do poeta norte-americano, Essa loucura roubada que não desejo a ninguém a não ser a mim mesmo amém, o curitibano tem trabalhado na voz do próprio autor, como se a poesia tivesse sido escrita em português.

Para compor o terceiro volume de poesia inédita do autor de Mulheres, Koproski garimpou livros póstumos ou ainda não visitados por ele enquanto. Obras raras por aqui – como Open all night: new poems (2000) ou Come on in! (2006) – têm seus representantes tupiniquins para deleite de quem ainda descobre o Buk ou já lhe é um velho conhecido.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Cometi a imprudência novamente! Sei que já sou reincidente... portanto, os amigos que me desculpem a intromissão mas preciso convocar vcs a brindar comigo à nova antologia poética do CHARLES BUKOWSKI! “MALDITO DEUS ARRANCANDO ESSES POEMAS DE MINHA CABEÇA”  é a terceira antologia poética que organizo e traduzo, selecionando 60 poemas imbatíveis de 16 livros do velho BUK. Assim como as 2 primeiras antologias, o livro sai pela grande e indispensável Editora 7Letras. E agora, feliz da vida, eu os convoco... e levanto o copo!

Ps. o livro pode ser adquirido
b) comigo pelo email fkoproski@yahoo.com.br (pra quem quiser uma dedicatória do amigo...)
c) ou em uma das lojas das Livrarias Curitiba! 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

O meu amigo e músico/compositor Carlos Machado está lançando seu novo CD. “Bárbara” é o título desse disco, onde tive a satisfação de ver 9 letras/poemas de minha autoria, agora musicadas pelo Carlos. A capa do CD é do artista plástico Marco Beccari e o show de lançamento é na Suíça em Janeiro/2016. É vida que segue!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

CANÇÃO COM OBTURAÇÃO

algo ficou fora da validade
os cavalos atrás da carruagem
toda a paz durante a viagem
mais um truque sujo da paisagem

você devia ter mais cuidado
estragou algo no meu peito
meu coração ficou cariado
agora ele não bate mais direito

para consertar meu coração
tive que fazer uma obturação
arrancar fora aquele pedaço
onde você podia ter seu espaço

tanto que sorrio meio de lado
agora ando assim pra tudo
inevitável, depois de obturado
o meu coração ficou mudo

se não puder falar de você
o que esse coração vai fazer?
pensar nessa altura da vida
em começar outra profissão?

ou quem sabe digerir comida
expelir ar ou uma outra função?
isso não é vida, o meu coração
não tem estômago pra ser pulmão

meu amor, não quero passar
a página batendo na mesma tecla
mas quando você vai perceber
que ele só queria falar de você

e não falar de amor ou ser poeta?

Fernando Koproski

poema do livro “Retrato do artista quando primavera” (7Letras)
http://www.livrariascuritiba.com.br/retrato-do-artista-quando-primavera-7-letras-lv341627/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/retrato-do-amor-quando-verao-outono-e-inverno-7-letras-lv341626/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/nunca-seremos-tao-felizes-como-agora-7-letras-lv244140/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/tudo-que-nao-sei-sobre-o-amor-aut-paranaense-lv181720/p

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

É hoje o lançamento da antologia em comemoração aos 5 anos do grande Jornal Relevo. Fico feliz em participar do livro com uma tradução do velho Buk, selecionada da minha antologia AMOR É TUDO QUE NÓS DISSEMOS QUE NÃO ERA (http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-dissemos-que-nao-era-autores-lv314864/p). E agradeço imensamente aos editores Daniel Zanella e Ricardo Pozzo. Vida longa ao Jornal! O livro “Antologia RelevO 5 anos” estará à venda no evento abaixo:
Lançamento
Antologia RelevO 5 anos
Vários autores, R$ 30
Quinta-feira (27) às 19h30, na Escola de Escrita (Riachuelo, 427, Centro) Curitiba - PR 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

RETRATO DO ARTISTA QUANDO PRIMAVERA

é agosto
e quando percebo
as pétalas dos ipês já estão caindo

sei que para os outros
o esplêndido é imperceptível

sei que para mim
toda beleza é insustentável
em minhas flores
as pétalas são feitas de pus

sei que nós desmerecemos
as floradas dos ipês
os dedos da tarde
em suas mechas de luz

desmerecemos qualquer
alto das árvores

pois o alto das árvores
se afasta o quanto pode
do chão
e da gente

mas fui muito ingênuo

eu era míope à suprema
audácia da dor
a de doer em mim uma dor
que não possa ser doada,

dor que não possa ser
transformada

pois o outono não é estação
que possa ser primaverada

não sabia que ao teu lado, dor,
o que eu poderia ter era inverno,
inverno e mais nada

assim minha juventude
foi toda intoxicada
pela ideia de beleza

procurei a beleza na paisagem
que me passava

sim, procurei o amor, a beleza,
mas não como a luz pelos ipês
ou como os ipês pela luz

apenas procurei
entre as folhas

e por onde a luz entrou
por onde a luz me rasgou a pele
saíram pétalas de pus

a fim de me preparar
para os invernos da verdade

eu tentei

mas toda beleza que eu tocava
eu ulcerava de suavidades

Fernando Koproski
poema do livro “Retrato do artista quando primavera” (7Letras)
http://www.livrariascuritiba.com.br/retrato-do-artista-quando-primavera-7-letras-lv341627/p

aqui, o "Retrato do amor quando verão, outono e inverno"
http://www.livrariascuritiba.com.br/retrato-do-amor-quando-verao-outono-e-inverno-7-letras-lv341626/p
aqui, o "Nunca seremos tão felizes como agora"
http://www.livrariascuritiba.com.br/nunca-seremos-tao-felizes-como-agora-7-letras-lv244140/p
já aqui, o "Tudo que não sei sobre o amor"
http://www.livrariascuritiba.com.br/tudo-que-nao-sei-sobre-o-amor-aut-paranaense-lv181720/p

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A ÚLTIMA NOITE DO MUNDO

esta é a última noite do mundo
não há mais tempo para ser
superficial em amores profundos
tarde demais para se atirar
de ponta em corações rasos

esta é a última noite do mundo
só quero beber o vinho negro
de um milhão e meio
de rosas negras
das noites de teus cabelos

e mirar o mar de mármore
escoando em redemoinho
pelo seu umbigo
até que toda a tua pele
escorra e afogue comigo

esta é a última noite do mundo
o que ontem não era
o que nunca foi amor agora foi-se
deixando só o amor
como nossa última noite

Fernando Koproski
do livro “Retrato do artista quando primavera” (7Letras)

http://www.livrariascuritiba.com.br/retrato-do-artista-quando-primavera-7-letras-lv341627/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/retrato-do-amor-quando-verao-outono-e-inverno-7-letras-lv341626/p

Esse poema do velho Buk é realmente bem inspirador. Ele já foi usado pelo Bent Hamer na cena final do filme FACTOTUM. E além da propaganda da SHELL, ele também serviu de inspiração para mais um filme do holandês Willem Martinot que eu posto aqui. Poema bom é assim, não se contenta com a página de papel, está sempre procurando outros espaços para habitar e arejar... Pra quem quiser conferir, o poema se chama "Jogue os dados" e eu traduzi ele no livro AMOR É TUDO QUE NÓS DISSEMOS QUE NÃO ERA (7Letras). O livro está aqui:http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-d…/p
E aqui os primeiros versos do poema...

JOGUE OS DADOS

se você for tentar, vá até o
fim.
caso contrário, nem comece.
se você for tentar, vá até o
fim.

isso pode significar perder namoradas,
esposas, parentes, empregos e
talvez sua sanidade.
vá até o fim.
isso pode significar não comer por 3 ou
4 dias.

isso pode significar congelar num
banco de parque.
isso pode significar prisão,
isso pode significar descaso,
gozação,
solidão.
solidão é uma dádiva,
todo o resto é uma prova de sua
perseverança, do
quanto você realmente quer
fazer isso.
e você irá fazer
apesar da rejeição e das
piores probabilidades
e será melhor do que
qualquer outra coisa
que você possa imaginar.
...

Fragmento do poema de Charles Bukowski
Tradução: Fernando Koproski
do livro AMOR É TUDO QUE NÓS DISSEMOS QUE NÃO ERA (7 Letras)

http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-dissemos-que-nao-era-autores-lv314864/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/essa-loucura-roubada-que-nao-desejo-a-ninguem-a-nao-ser-a-mim-mesmo-amem-7-letras-lv314866/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/atras-das-linhas-inimigas-de-meu-amor-aut-parana-lv220048/p
https://www.youtube.com/watch?v=k6_QUhUPrF4

Directed, filmed and edited by Willem Martinot Based on "roll the dice" by Charles Bukowski Voice: Tom O'Bedlam Music: Tony Anderson Shot in Andalusia,...
YOUTUBE.COM


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Muitos já viram e já sabem. Outros, desconfiam. E estão certos! Realmente, o comercial da Shell na tevê é baseado no poema do Bukowski que eu traduzi no livro AMOR É TUDO QUE NÓS DISSEMOS QUE NÃO ERA. O poema se chama "Jogue os dados" e teve seus versos adaptados pelos publicitários. O poema inteiro está aqui:http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-d…/p
BUK na tevê parte 2. 

Taí a propaganda da Shell com o poema "Jogue os dados" do Bukowski, que traduzi no livro AMOR É TUDO QUE NÓS DISSEMOS QUE NÃO ERA http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-d…/p

Força, inspiração, persistência. Esse é o dia a dia de milhares de pessoas que, como você, estão sempre em movimento. É por isso que a Shell investe em produ...

YOUTUBE.COM

sexta-feira, 31 de julho de 2015

o amigo Jonatan Silva sacou esse click da manga. 2 BUKS na vitrine da Livrarias Curitiba do Shopping Curitiba. Valeu pela foto, Jony!
http://www.livrariascuritiba.com.br/essa-loucura-roubada-que-nao-desejo-a-ninguem-a-nao-ser-a-mim-mesmo-amem-7-letras-lv314866/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-dissemos-que-nao-era-autores-lv314864/p
e o leo cohen aqui:
http://www.livrariascuritiba.com.br/atras-das-linhas-inimigas-de-meu-amor-aut-parana-lv220048/p

terça-feira, 28 de julho de 2015

Sobre peixes pequenos e Oceanos

Um amigo me perguntou, “Fernando, como vc se sente sendo um dos poetas concorrentes ao prêmio OCEANOS?” Eu falei: “Como um poeta fora d’água...” rsrs... E é verdade. Nunca me senti à vontade em competições e concursos. Sempre achei idiota essa ideia de chegar em primeiro lugar (embora algumas vezes aconteceu de eu chegar...). Possivelmente, foi por isso que larguei a natação quando era pequeno, e desisti da sinuca na idade adulta. A ideia de competir, de objetivar uma medalha ou um troféu, partindo da premissa de que devo subjugar o outro (e fazê-lo se sentir diminuído) sempre me pareceu estúpida e uma verdadeira indecência. Afinal de contas, nunca houve ou haverá melhores, ou mais aptos. Todos somos aptos, embora alguns às vezes se sintam mais à vontade em sua inaptidão. Escrever poesia é isso, se sentir inapto, inadequado, e o tempo todo inconformado seja com a ditadura das formas (e regras e normas) ou com as pré-formatações desagradáveis da realidade. E poetas sempre serão inconformados, indivíduos fatalmente “problemáticos” que apesar disso (ou talvez exatamente por causa disso) têm um sismógrafo ultrassensível aos desajustes e “desconcertos desse mundo”. Daí vem o motivo de eu não acreditar em competições, e em especial as literárias...

Mesmo assim e apesar disso, estou concorrendo com 2 livros ao prêmio Oceanos, os 2 livros de poesia que lancei no ano passado (o “RETRATO DO ARTISTA QUANDO PRIMAVERA” e o “RETRATO DO AMOR QUANDO VERÃO, OUTONO E INVERNO”). E fico feliz por participar dessa festa literária nesse momento, porque neste ano de 2015 completo 20 ANOS DE CARREIRA. São 11 livros autorais, mais 3 livros de tradução (antologias poéticas que organizei e traduzi) e mais algumas dezenas de letras para canções. É um momento de comemoração e estou feliz por ter chego até aqui sem ter concorrido com ninguém, sem querer competir com ninguém (embora em minha cidade há muitos escritores que me odeiam e compitam comigo). Eles querem competir, não há o que os convença do contrário. Já disse que poesia não é uma corrida de 100 metros rasos. Mas muitos ignoram isso e insistem na grande tolice que é a competição literária. Certamente, é por isso que gastam tanto tempo e energia em fechar portas para você (na UFPR, na FCC ou em qualquer outra sigla com pouca Arte e várias Letras...). Mas não estou nem aí pra isso. Continuo fazendo meu trabalho, como disse um crítico “Sem alarde, sendo entre os invisíveis um dos mais conhecidos...”. Adorei essa referência à minha pessoa... rsrs... Sim, sou um homem invisível, assim como se torna invisível todo artista que pretenda trabalhar com arte em Curitiba (Lembram da crônica do Jamil “Como tornar-se invisível em Curitiba”?)

Enfim, invisibilidades à parte, completo 20 anos de carreira, e fico feliz pelos livros publicados, e pelos vários leitores que se tornaram meus amigos (e vice-versa) e sobretudo por todos vocês que de alguma forma, ou em algum momento, ainda dão ouvidos ao que a poesia tem a dizer.

Apesar de eu me sentir muitas vezes inadequado ou enGATAdo (entre um problema e outro ou entre uma coisa e outra), e não ser capaz de expressar no momento certo o quão grato eu sou por ter vocês em minha vida, agora eu digo: Obrigado... Obrigado a todos os profissionais que participaram de meus livros (revisores, designers, capistas, editores). Obrigado a todos os talentosos poetas e escritores com quem eu dividi ou ainda dividirei livros futuros... E principalmente Obrigado por todas as amizades que eu fiz e por todas as pessoas que eu conheci em função dos livros... Essa é a melhor premiação que eu poderia receber... Livro a livro, pensado, sentido e repartido, eu faço de vocês aí do outro lado da página: os meus melhores amigos...

Abraço do ‘peixe pequeno flutuando no Oceano’,
Fernando

ps. Na foto acima do texto, o poeta num típico momento enGATAdo...

http://www.livrariascuritiba.com.br/retrato-do-artista-quando-primavera-7-letras-lv341627/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/retrato-do-amor-quando-verao-outono-e-inverno-7-letras-lv341626/p

quinta-feira, 23 de julho de 2015

https://www.youtube.com/watch?v=F_1EiVAb_O8
Taí um belo video poema... Traduzi esse poema do velho Buk no livro AMOR É TUDO QUE NÓS DISSEMOS QUE NÃO ERA. Ele se chama “Então você quer ser escritor?” e aqui ele aparece num belo filme do Willem Martinot. Deixo, de preza, os primeiros versos do poema. Pra quem quiser conferir ele todo, o livro está aqui:
http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-dissemos-que-nao-era-autores-lv314864/p

ENTÃO VOCÊ QUER SER ESCRITOR?

se não estiver explodindo em você
apesar de tudo,
não faça.
a não ser que saia espontâneo de seu
coração e de sua mente e de sua boca
e de suas entranhas,
não faça.
se você tiver que passar horas
encarando a tela do computador
ou encurvado sobre sua
máquina de escrever
procurando palavras,
não faça.
se você estiver fazendo isso por dinheiro ou
fama,
não faça.
se você estiver fazendo isso porque deseja
mulheres em sua cama,
não faça.
se você tiver que sentar ali e
reescrever mais uma vez e mais uma vez,
não faça.
se der o maior trabalho só de pensar em fazer,
não faça.
se você estiver tentando escrever como outra
pessoa,
esqueça.
se você tiver que esperar até isso rugir em
você,
então espere com paciência.
se isso nunca rugir em você,
faça outra coisa.
se você tiver que ler primeiro para sua esposa
ou para sua namorada ou para seu namorado
ou para seus pais ou para qualquer um,
você não está pronto.
...
fragmento do poema de Charles Bukowski
tradução: Fernando Koproski
do livro AMOR É TUDO QUE NÓS DISSEMOS QUE NÃO ERA (7Letras)
http://www.livrariascuritiba.com.br/amor-e-tudo-que-nos-dissemos-que-nao-era-autores-lv314864/p
http://www.livrariascuritiba.com.br/essa-loucura-roubada-que-nao-desejo-a-ninguem-a-nao-ser-a-mim-mesmo-amem-7-letras-lv314866/p